UMA SENSÍVEL,BELÍSSIMA E JUSTA HOMENAGEM AO CINEMA EM PRETO E BRANCO E
A GEORGES MÈLIÉS
A Invenção de Hugo Cabret conta a história de um órfão vivendo uma vida secreta nas paredes de uma estação de trem em Paris. Com a ajuda de uma garota excêntrica, ele busca a resposta para um mistério que liga o pai que ele perdeu recentemente, o mal humorado dono de uma loja de brinquedos que vive abaixo dele e uma fechadura em forma de coração, aparentemente sem chave.
- O diretor Martin Scorsese (Ilha do Medo) usa a mesma tecnologia vista em Avatar, e filmou com as câmeras fusion criadas por James Cameron e Vincent Pac.
- A Invenção de Hugo Cabret (The Invention of Hugo Cabret) é baseado em um livro de Brian Selznick.
"A Invenção de Hugo Cabret é, assim, não apenas uma maravilhosa diversão para o público infanto-juvenil, num 3D que nunca se preocupa em ser exibicionista, mas também uma das mais bonitas homenagens que o cinema já prestou a si mesmo.
Em A Invenção de Hugo Cabret reencontramos Martin Scorsese e sua posição única entre os cineastas. Dos contemporâneos, ele é o que possui a maior erudição. Viu milhares de filmes, estudou-os, sofreu e amou com eles, tentou extrair suas lições técnicas e implicações éticas. Basta assistir a seus dois documentários consagrados ao cinema – um ao cinema norte-americano; outro, ao italiano – para ficarmos convencidos de que Scorsese ama, de fato, a arte que abraçou. Não aquele amor bobo, lacrimoso, pró forma. É um amante que conhece perfeitamente as manhas do seu objeto de desejo e não o ama menos por isso.
Desse modo, não poderia deixar de comemorar, no sentido profundo do termo, o criador de formas e ilusões que foi Méliès. A Invenção de Hugo Cabret é homenagem a outra invenção, aquela que seus próprios criadores, os Irmãos Lumière, haviam chamado de “sem futuro”, e, na verdade, se transformaria na grande arte do século 20. E, talvez, do século 21, mas isso ainda está em aberto." Luiz Zanin

Nenhum comentário:
Postar um comentário